Numa época…
Onde a desigualdade social predominava.
Onde rios de sangue lavavam a terra pela expansão de reinos.
Onde os mais fortes dominavam.
Onde o dinheiro escravizava.
Onde o dinheiro comprava a liberdade.
Onde alguns poucos devoravam o pão de muitos.
Onde a filosofia buscava conectar este lado da vida com um mundo superior.
Onde a ciência fazia experimentos para trazer respostas para este lado da vida.
Onde a religião se tornou religiosidade.
Onde muitos sonhavam com a esperança;
E esperavam um milagre.
Eis que surge alguém…
Nascido de mulher, mas gerado por um poder sobrenatural.
Numa terra não muito valorizada.
Num lugar não muito visto.
Logo foi crescendo;
Sem muita beleza ou formosura.
Mas sua sabedoria era inquestionável.
Logo seus valores e opiniões surgiram no cenário da sociedade.
Muitos se admiravam.
Outros não entendiam.
Alguns o julgavam prepotente e arrogante.
Muitos o seguiram.
Por onde passava deixava um perfume,
Que era diferente desta terra;
Como se pertencesse a outro mundo.
Pregava o amor, a igualdade social, a justiça e a verdade.
Condenava a hipocrisia, o abuso e a injustiça.
Falava sobre valores superiores, aqueles que muitos desprezavam e outros desconheciam.
Conversava com os inimigos do seu povo.
Comia com aqueles que não eram bem vistos.
Convidava os orfãos para uma filiação.
Andava com os desfavorecidos.
Caminhava pelas periferias.
Levava a paz.
Quebrava paradigmas.
Perdoava pecados.
Servia a todos.
Seria ele a esperança?
Suas palavras eram como uma espada afiada;
Penetravam nos corações e revelavam os propósitos e motivações.
Seu olhar transmitia um amor que o mundo não conhecia.
Suas mãos curavam o doente.
Anunciava uma nova vida.
Pregava sobre um resgate.
Afinal, quem era ele?
Uns diziam que era um dos profetas.
Mas logo ele revelou sua identidade;
Filho.
Que não era independente,
Que não era irreverente.
Mas que tinha;
Honra, amor, fidelidade e submissão.
Ele mesmo afirmou: “eu vim em nome de meu pai”
Um filho que,
Não procurava sua própria vontade;
Mas fazia exatamente aquilo que o pai pedia.
Que não tinha poder algum em si mesmo, se o pai não concedesse.
Como pode alguém ser forte assim?
Onde está o seu poder?
Onde está o seu reinado?
Como alguém pode ser forte o bastante dependendo de uma autoridade?
Como alguém pode governar se não tiver um grande nome?
Como um simples filho pode fazer algo grande?
E muitos fizeram pouco caso.
Muitos não o receberam.
Muitos o rejeitaram.
Muitos o perseguiram.
Mas, ele continuou fazendo a obra do seu pai.
Sua obediência e amor incomodaram alguns. E,
Em um momento lhe foram oferecidos todos os reinos desta terra, se, ele desistisse dessa idéia de fidelidade e devoção.
Mas, ele continuou fazendo a obra do seu pai.
Em uma noite;
Seu próprio amigo juntou-se com o time de seus perseguidores, e, juntos, armaram um plano.
Foram ao seu encontro.
Prenderam-no.
Levaram-no às autoridades.
Sua culpa?
Ser filho.
Pregar a justiça.
Falar a verdade.
Amar o ferido.
Autoridades não encontravam um real motivo.
- Ele é justo.
- Inocente.
Mas a oposição continuou;
E o povo se manifestou.
- Crucifique-o
- Crucifique-o
A sentença então teve que ser dada.
E o filho foi condenado.
A culpa foi escolhida.
Rei.
Um rei que escandalizou a muitos.
E, pela ousadia do seu amor;
Muitos tropeçaram sem entender.
Chegou o momento.
De longe, todos observavam.
Cada golpe.
Cada sofrimento.
Cada gemido.
Cada cravo.
Cada olhar.
Sem uma palavra.
Sofreu.
E morreu.
Que rei é esse?
Onde está a sua glória?
Que rei é esse que, morreu em uma cruz?
Como continuará a obra que seu pai o confiou?
O dia virou em trevas.
Como se o céu em luto, estivesse ao seu favor.
A terra também tremeu.
Algo estava acontecendo.
Muitos disseram:
- Matamos um justo.
- Matamos um filho.
Muitos se arrependeram.
Outros observavam de longe.
Os dias foram se passando.
1…
E a luta começou.
2…
E as mais densas trevas foram sendo agredidas por sua doce entrega.
No terceiro dia algo aconteceu.
Um poder sobrenatural o envolveu.
Que poder era esse?
Afinal quem era ele?
Que filho é esse?
Que rei é esse?
Nesse mesmo dia, seguidoras foram até o túmulo.
Para suas surpresa,
Estava aberto.
Alguém, com um aspecto brilhante, disse:
- Ele não está mais aqui.
- Ele ressuscitou como tinha dito.
Tomadas de alegria foram até aos amigos contar.
No meio do caminho, alguém as chama.
Era ele.
Logo o abraçaram.
Pediu-lhas então que, avisassem seus amigos.
Aqueles, que, se tornaram seus próprios irmãos.
Ao saberem;
Logo foram ao seu encontro.
Não acreditavam no que estava acontecendo,
Mas diante deles, ali ele estava.
Anunciou-lhes algo importante.
Disse que voltaria para o reino do seu pai;
Pois a obra que ele tinha para fazer, já tinha sido consumada;
Mas disse que voltaria, e os levaria para morar consigo.
Afirmou que;
Seu pai os acolheria como filhos.
Eles ficaram atônitos;
Viver num reino onde;
O amor é o ar.
A paz reina.
A alegria está presente.
Onde, não há dor.
Não há fome.
Não há escuridão.
Não há maldade.
Não há destruição.
Não há violência.
Não há morte.
Mas o filho não parou por aí;
Entregou-lhes uma tarefa;
De contar sua história a todos àqueles que não o conheceram. E;
Ao final dela,
convidá-los a também morarem no reino do seu pai e tornarem-se seus filhos.
Ele acrescentou:
- Vocês não estarão sozinhos.
- Alguém que, pertence a nossa família,
Aquele mesmo que estava comigo quando ressuscitei,
ajudará vocês nessa tarefa;
Caso vocês se cansem, ou esqueçam algum detalhe.
Os seus mais novos irmãos, alegres, abraçaram essa tarefa.
E, contaram a muitos.
E, estes muitos, contaram a outros tantos.
E, estes, contaram a muitos.
E, hoje, estou contando a você!
A história desse filho;
Entrou pra história da humanidade.
E, essa história não é uma fábula.
Ou simplesmente uma poesia.
Não é um conto, com um simples final feliz.
É uma realidade que, se tornará toda uma eternidade.
Este reino, realmente não é daqui desta terra.
Por isso é invisível a olho nu.
Mas, foi este reino que, formou aquilo que você vê por aí.
Foi este reino que formou a família em sua essência;
Foi este Reino que;
Criou a paz.
A alegria.
A música.
A arte.
O amor
O respeito.
A justiça.
E, neste reino, tudo isto está em sua plenitude.
Agora que, o recado foi transmitido;
Te convido a receber este convite.
Se desfazer deste sistema corrompido; Onde o filho foi morto e perseguido.
E, começar agora a caminhar em direção a este paraíso.
Neste lugar,
Neste reino,
Onde o pai está.
Onde o filho está.
Onde o ajudador está.
Então;
Você quer saber o nome daquele que veio pra cá, consumou a obra e lançou o convite?
O filho,
Jesus Cristo.
Laura Basile Powaczruk