Quando Jesus nasceu, já havia uma grande expectativa na terra de quando e como viria o Reino de Deus. Para muitos, o Reino estava ligado às suas estruturas, e este, seria e viria conforme suas revelações, predições e dependeria deles e de suas ações para ser manifesto. Mas o que todos não esperavam é que um grande terremoto, o próprio Deus, viria e abalaria seus castelos e cosmovisão.
Escândalo e liberdade. Foi isto que este Reino eterno e inabalável produziu na história da humanidade.
Em um meio onde, muitos rituais, boas obras e sacrifícios eram constantemente realizados para a justificação, superioridade e redenção, as palavras como: “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento…”, soavam confusas.
Em um meio onde, o sentimento exclusivista e de vingança em nome de Deus eram constantes, as palavras como: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem…”, soavam estranhas.
Em um meio onde, o templo era muito importante e sagrado, as palavras como: “Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada…”, soavam confusas.
Em um meio onde ardentemente se esperava o messias político para que o reino de Deus se tornasse visível e vencedor nesta terra, as palavras como: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós…” soavam confusas.
Em um meio onde alguns se tornavam superiores por cumprirem a lei e rituais cabalmente, as palavras como: “Ai de vós hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniquidade…”, soavam confusas.
Em um meio onde se isolar e “sair” do mundo era uma maneira de se auto santificar e purificar, as palavras como: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal…” ou ainda “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens…”, soavam estranhas.
A mensagem de Jesus e do Reino de Deus não se encaixou em muitas estruturas, mas veio clareando visões, corrigindo rumos e trazendo o prumo divino. Para aqueles que estavam cansados e sobrecarregados, ela foi um convite de esperança e renovo. Para aqueles que se apoiavam em sua própria justiça para a salvação, ela foi um convite para que pudessem respirar o ar da graça e da liberdade. Pois a antiga lei era ainda ineficiente para que o coração do homem fosse atingido e transformado.
Por isso a Palavra se fez carne, para salvar aqueles que creem. E para trazer ao coração do homem a eternidade e o Seu próprio coração.
O Reino já foi estabelecido. E toda autoridade foi dada a Ele! O que cabe a nós? Descobrirmos este mistério que já nos foi relevado em Cristo e sermos apenas um testemunho deste perdão, amor e liberdade que nos alcançou. Pois, da corrupção e separação eterna, fomos justificados e ligados de novo ao nosso amado Criador e, hoje, Pai! Que alegria!
Neste Natal, celebre a salvação! Celebre Jesus juntamente com sua família e amigos! Pois, se vivemos unidos hoje, foi porque um dia o Verbo se fez carne e habitou entre nós…
DESPERTA!


Texto extraordinário que demonstra realmente o que o apóstolo Paulo nos ensinou: que Deus usa as coisas pequenas para confundir as grandes!!! Esse é o nosso Deus, ETERNO, SUBLIME, IMPREVISÍVEL, SOBERANO!!!
Que maravilhoso Jesus! E que não seja só hoje, uma única noite especial, pois quem O recebe, tem para sempre o presente mais precioso que pode existir.
Jesus nasceu há 2000 anos atrás, mas que hoje nossos corações possam se abrir ainda mais para a Eternidade, o Reino do arrependimento, nascer dentro de nós. É o escândalo da Graça que nos encontrou!